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Entrevista Raúl

Raúl, no 25º aniversário da sua estreia: “Foi um momento único, o que recordo con mais carinho”

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NOTÍCIA | 29/10/2019 | Javier Vázquez | FOTÓGRAFO: Víctor Carretero

A lenda madridista recorda em Realmadrid.com aquele 29 de Outubro de 1994, no qual disputou em La Romareda o seu primeiro jogo com a equipa blanca. 
A 29 de Outubro de 1994 começou a ser escrita em Saragoça a lenda de um dos maiores jogadores da história do Real Madrid. Naquele dia, em La Romareda, fez a estreia Raúl González Blanco. Defendeu o emblema madridista durante 16 temporadas, nas quais conquistou 3 Taças dos Campeões Europeus, 2 Intercontinentais, 1 Supertaça Europeia, 6 Ligas e 4 Supertaças de Espanha. Raúl ostenta o recorde de jogos com o Real Madrid (741) e é o segundo melhor marcador da sua história, com 323 tentos.

No 25º aniversário da sua estreia com o Real Madrid, e posando no Alfredo Di Stéfano com a camisola que vestiu nesse dia em Saragoça, Raúl relembrou em Realmadrid.com a sua estreia e o seu percurso no clube. O 7 recordou aquele 29 de Outubro de 1994: “Foi um momento único, o que recordo com mais carinho porque sem esse dia não poderia ter tido essa carreira que sonhava e que durou muitos anos. Todos esses sonhos que tinha de ser futebolista tornaram-se realidade nesse dia”.

Goles con historia: Raúl temporada 1994 - 1995
“Tenho muitas lembranças de onde vivia, era muito jovem, era praticamente uma criança, e o senho que tinha desde muito pequeno de poder ser profissional tornou-se realidade vestindo essa camisola nesse 29 de Outubro em Saragoça. Quando vejo essa camisola recordo muitas coisas que vivi desde muito pequeno”.

La Romareda
“Saragoça… Repara como são as coisas, ali disputei o meu primeiro e o meu último jogo. No primeiro tive muitas ocasiões e não marquei nenhum golo, e no meu último jogo com a camisola do Real Madrid, lesionado no tornozelo numa jogada antes que fosse feita a substituição, corri para a baliza, Cristiano passou-me a bola e consegui marcar esse último golo e foi nesse palco. O meu primeiro e o meu último jogo com a camisola do Real Madrid foram em Saragoça. Tenho muito carinho por essa cidade e pelo estádio de La Romareda”.
“Com 17 anos não te dás conta nem da responsabilidade que é jogar no Real Madrid. Era muito jovem e era apaixonado por jogar futebol. Butragueño foi um dos jogadores que mais me ajudou. Foi o seu último ano no clube, vivi a sua despedida, foi um símbolo não só para o Real Madrid mas também para o futebol espanhol. Eu apenas tentava defrutar, tentava dar o máximo no dia a dia, tentava aproveitar esse momento porque não sabia quanto tempo ia durar. Pouco a pouco consegui iniciar a segunda temporada, a terceira...”.

O 7
“No meu primeiro ano joguei com o 17, quando foram feitas as camisolas com os nomes e os números dos jogadores. Na etapa de Capello, quando chega o ano de 96, já tenho o 7 e era um pouco de responsabilidade porque o tinham envergado símbolos do madridismo que ficaram marcados na memória dos madridistas. Era sempre uma responsabilidade, mas não só o 7 mas também vestir o emblema do Real Madrid em cada momento”.

Raúl, sinónimo de golo
“Por sorte marquei muitos golos, mas sempre recordo o primeiro, tal como recordo a camisola do 29 de Outubro, da estreia em Saragoça. A minha vontade era poder jogar no Bernabéu e conseguir marcar esse primeiro golo, que ainda por cima foi contra o Atlético de Madrid num dérbi. Foi algo maravilhoso e incrível, a passe de Laudrup. Recordo-o uma e outra vez, é como se o estivesse a ver agora mesmo. E depois, o golo da Intercontinental, ou os das finais da Champions. Estou certo que muitos de uma forma ou de outra ajudaram a equipa a conseguir os três pontos, a tentar vencer uma Liga ou estar mais próxima da conquista de uma Champions. Por sorte tive a oportunidade de ajudar a equipa com muitos golos, mas o mais importante é o percurso e que durante esse percurso desfrutei muito”.
“As estatísticas existem para ser quebradas. Certamente que virá alguém que vai bater o recorde de jogos. Sinto-me muito contente e orgulhoso de todas as temporadas em que estive no clube, dos jogos que disputei, dos títulos.... Certamente podia ter feito mais e podíamos ter conseguido mais, mas desfrutei e sobretudo tentei dar sempre o meu máximo. Tentei ajudar sempre os meus companheiros, os treinadores, o clube, fazer felizes os adeptos em cada jogo que viam do Real Madrid e isso para mim é o mais importante. Cresci nesta casa, cheguei com 15 anos, e a parte do aspecto profissional, a nível pessoal o Real Madrid deu-me tudo. À minha família, aos meus pais, depois criei uma família e os meus filhos vivem cada jogo do Madrid com paixão. É um sentimento recíproco que sentimos tanto o clube com Raúl, como o Raúl com o clube”.
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