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Barcelona - Real Madrid

71-77: Vencedores da Taça do Rei!

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CRÓNICA | 22/02/2015 | Edu Bueno | FOTÓGRAFO: Víctor Carretero (Gran Canaria)

O Real Madrid conquistou o troféu pela 25ª vez na sua história ao derrotar o Barcelona no último minuto. Rudy (16 pontos e 26 de valorização) foi eleito MVP do torneio. 
  • Taça do Rei
  • Final
  • Dom, 22 Fev
Gran Canaria Arena
71
77
O Real Madrid foi o vencedor da Taça do Rei 2015 em Las Palmas na Gran Canária, depois de se impôr ao Barcelona noutra enorme final, marcada pelo coração com que jogou, uma grande defesa, e como não podia deixar de ser, o terceiro período (15-23). O MVP Rudy Fernández (16 pontos e 26 de valorização), bem secundado por Ayón, Sergio Rodríguez e Maciulis (10 cada um), permitiram ao ‘Rei das Taças’ engrandecer o domínio no torneio com o título número 25 da sua história.  

A entrada em cena na final foi com precauções defensivas. Nenhuma das equipas estava disposta a dar ofertas. No Madrid, o trabalho da dupla Reyes-Ayón sobre Tomic, deixando-o com zero pontos no período, e a larga presença de Rudy (5 pontos, 3 assistências), anulando também Hezonja, permitiram estar na frente a maior parte do primeiro período (11-14, min. 8). A entrada de Abrines (dois triplos) e os pontos de Satoransky (7) romperam a igualdade reinante com um parcial de 8-3 (21-17, min. 10). 

No segundo período, os comandados por Pascual começaram a ganhar vantagem com a sua jogada favorita, o pick&roll entre Huertas e Tomic. O poste croata marcou 13 pontos neste período, e começou a causar estragos na defesa madridista. Um 2+1 seu deu 7 pontos de vantagem ao Barcelona aos 18' (42-35). 

Rudy carrega o Madrid 
Mas o comandados por Laso voltaram a demonstrar a força mental que os levou à final. Como aconteceu nas meias-finais contra o Joventut, Laso recorreu a Maciulis e Bourousis para dar maior firmeza ao jogo dos brancos. E assim foi, juntamente com a entrega de Nocioni (dois desarmes de lançamento fundamentais) e a melhor versão defensiva de Rudy (quatro roubos de bola e 19 de valorização ao intervalo), o Madrid recuperou da desvantagem no tramo final do período com um parcial de 6-0, culminado com um roubo e afundanço do extremo natural de Maiorca que levantou a Gran Canária Arena (42-41, min. 20).  

O Madrid ganhou ao Barcelona os dois títulos disputados esta temporada: Supertaça e Taça.

Desde o início do jogo que a batalha no ataque estava a ser jogada próxima do cesto. O Madrid tentava esquecer o mau dia nos lançamentos de três pontos (1/10 ao intervalo). Ao Barcelona não corria melhor (3/18) mas tinha o ressalto ofensivo como aliado (o dobro dos do adversário). Doellman, e sobretudo Tomic, ganhavam o duelo aos postes brancos, enquanto que do lado madridista Rudy fazia de tudo (52-47, min. 26). 

Dois triplos mudaram a dinâmica do jogo 
O Madrid começou a marcar de fora e a igualar os ressaltos, e o jogo transformou-se. Assistimos aos melhores minutos. Um triplo de Rudy e outro seguido de Nocioni para um total de três com o de Maciulis, junto ao enorme trabalho de Ayón junto das tabelas a marcar e a travar Tomic (10 pontos), propiciaram um parcial de 5-11 com o gancho do mexicano sobre a buzina com o qual voltaram à disputa do jogo (57-64, min. 30). 

Destinados a outro final impróprio para cardíacos 
O Barcelona apertou até à exaustão com Thomas, Satoransky e a aparição de Navarro no troço final; o Madrid aguentou com Maciulis e Sergio Rodríguez. Destacou-se a tensão da disputa do título. Nos brancos, Slaughter teve de se multiplicar para colmatar as ausências de Ayón e Reyes por faltas pessoais (quatro do capitão) noutro jogo no qual o adversário foi mais vezes à linha de lançamentos livres, com algumas decisões controversas. Uma falta técnica a Llull foi aproveitada por Navarro para empatar a 71. 

Fome de títulos
O Madrid apostou tudo na defesa. Lutou até à morte e com uma enorme defesa dominou o Barcelona nos dois ataques seguintes. Dois lançamentos livres de Maciulis e uma entrada para o cesto de Chacho, quando faltavam sete segundos deixavam a final quase sentenciada com 71-75 no marcador, que Nocioni se encarregou de fechar com dois lançamentos livres (71-77, min. 40). O Madrid revalida o título com Florentino Pérez presente na tribuna da Gran Canária Arena. 

FC BARCELONA 71 (21+21+15+14): Satoransky (11), Oleson (4), Hezonja (0), Doellman (11), Tomic (25) -cinco inicial-; Huertas, Abrines (7), Navarro (6), Thomas (7), Lampe, Nachbar, Pleiss.  

REAL MADRID 77 (18+23+23+13): Llull, Carroll (5), Rudy Fernández (16), Ayón (10) e Reyes (8) -cinco inicial-; S. Rodríguez (10), Campazzo, Maciulis (8), Rivers (2), Nocioni (10), Bourousis (4) e Slaughter (4).

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