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Real Madrid - Valencia Basket

97-95: o Real Madrid conquista a sua 27ª Taça do Rei

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CRÓNICA | 19/02/2017 | Edu Bueno (Vitória) | FOTÓGRAFO: Víctor Carretero

Venceu o Valência Basket na final e levantou o troféu pelo quarto ano consecutivo. Llull foi MVP (22 pontos e 22 de valorização).
  • Copa del Rey
  • Final
  • 19/02/2017
Buesa Arena
97
95
O Rei das Taças continua a aumentar o seu palmarés com um novo troféu, o número 27 da sua história, o quarto consecutivo numa façanha sem precedentes e o quinto em seis anos. Uma barbaridade para um Real Madrid sem limites, que depois de ter estado contra as cordas nos quartos e meias-finais levantou-se para derrotar o Valência Basket numa final equilibrada que foi desnivelada novamente por Llull, com 10 pontos nos dois últimos minutos (22 e 22 de valorização). Grande jogo também de Randolph (20 e 26) e Ayón (18 e 24). Segundo MVP para Llull após o de Barcelona 2012.

A grande final, entre as duas equipas com melhor valorização da Liga, começou com um Madrid a marcar território depois de uns minutos iniciais de alternâncias no marcador e um bonito duelo ofensivo Llull-Randolph contra San Emetrio-Dubljevic. O conjunto branco soube mover a defesa contrária e encontrar lançamentos cómodos no ataque, limitando, por sua vez, a produção ofensiva valencianista ao extremo e o poste. Mas foi outro poste, Randolph, o protagonista do primeiro quarto. Os seus 10 pontos permitiram à sua equipa ter uma vantagem de +6 (22-16, min. 10).

Ritmo alto
No segundo quarto, o jogo entrou numa dinâmica atacante mais alegre. O Valência Basket desafiou os brancos desde o perímetro com pontos de Sastre e Rafa Martínez. Mas o Madrid respondeu à mesma altura por Carroll (8 pontos). O seu segundo triplo tornava inútil a mudança para defesa à zona por parte dos homens de Pedro Martínez e permitia aos brancos colocarem-se 10 pontos na frente, com 43-33 aos 17 minutos. No entanto, quando parecia terem tudo sob controlo e coincidindo com a entrada de Oriola, sofreram um parcial de 12-4 antes do intervalo que devolveu a igualdade ao marcador (47-45, min. 20).
 

“Llull é o MVP com a média de pontuação mais alta das últimas 20 temporadas (22,3 puntos)”.

Apesar de ser uma final, o Madrid não tinha ainda encontrado o ponto de tensão e dureza que demonstrara nas meias-finais, circunstância de que o adversário continuava a tirar partido, sobretudo nas zonas próximas da tabela. O Valência Basket, com Dubljevic a ser grande em distâncias curtas, fazia frente a uma equipa branca que via como a perda do ressalto defensivo lhe criava problemas.

Ayón e Carroll
O lado bom era a regularidade no ataque, quase sempre pela via de Ayón (12 pontos neste período), que foi um pilar fundamental para manter a sua equipa na frente durante o terceiro período, com a ajuda dos triplos de Carroll e Llull, que impediram a reviravolta valencianista (74-71, min. 30).

Llull imperial
O Madrid não conseguia resolver o problema no ressalto defensivo nem travar Dubljevic. Mas o Valência Basket também conseguia o seu objectivo porque tinha por diante um adversário mentalmente forte. Carroll, Doncic e Randolph respondiam mas não conseguiam descolar do rival. Sikma pôs o marcador apertado, a 87-85 aos 38'. Era necessário voltar a sofrer... Momento para os melhores, momento de Llull. Oito pontos seguidos num acesso de fúria puseram o adversário KO. Triplo, roubo de bola e cesto e outro triplo inverosímil (excepto para ele, claro) fizeram o 95-87 a pouco mais de um minuto para o fim. O Madrid manteve a cabeça fria apesar do esforço final do Valência Basket em mais um final impróprio para cardíacos (97-95, min. 40).

Ficha técnica
REAL MADRID 97 (22+25+27+23):
Llull (22), Rudy (2), Taylor (5), Randolph (20) e Reyes (1) - cinco inicial- Draper (0), Nocioni (0), Doncic (9), Maciulis (3), Ayón (18), Carroll (14) e Hunter (3).
VALÊNCIA BASKET 95 (16+29+26+24): Van Rossom (6), R. Martínez (7), San Emeterio (17), Sikma (6) e Dubljevic (28) – cinco inicial- Diot (2), Sato (5), Vives (2), Oriola (6), Sastre (12), Kravtsov (0) e Thomas (4).
 

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