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Real Madrid - Fiatc Joventut

90-88: Espectacular recuperação no Palácio

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CRÓNICA | 19/10/2014 | edu Bueno | FOTÓGRAFO: Antonio Villalba

Os pontos de Ayón, os cinco triplos de Rivers no último período e o cesto decisivo de Reyes, no jogo 600 na Liga, deram o triunfo ao Madrid frente a um grande Joventut. 
  • Liga Endesa
  • Jornada 3
  • Dom, 19 Out
Palácio dos Desportos
90
88
O Real Madrid continua invicto na Liga, com três vitórias em três jogos, graças ao seu espírito competitivo. Os comandados por Laso infligiram a primeira derrota a um Fiatc Joventut que controlou quase sempre o encontro, mas que se deparou com uma equipa branca que sempre acreditou na recuperação, e decidiu o jogo em uns sensacionais últimos cinco minutos, liderados pelos 15 pontos de Rivers (cinco triplos). Sensacional exibição de Reyes no jogo número 600 na Liga (11 pontos e 19 de valorização) e de Ayón (18 e 20). 

Com Felipe Reyes a titular, o Real Madrid iniciou o jogo com um quinteto inédito até à data, com Campazzo, o capitão e Ayón na posição de poste como novidades. No entanto, foi a Penya quem revolucionou o jogo desde o início com um jogo muito directo e descomplexado. Sete pontos consecutivos de Kirksay asseguravam o controlo no marcador (7-9, min. 4). 

O Madrid não claudicou e aceitou o desafio verde e negro com as mesmas armas, para tornar o primeiro período num combate de concretização. A dupla Reyes-Ayón dominou a zona restritiva e foi a partir daí que começou o festival branco. O capitão celebrou um dia tão especial com sete impressionantes minutos, nos quais marcou seis pontos, capturou três ressaltos e conseguiu 12 de valorização, enquanto que o mexicano, com nove pontos, esteve imparável para Savané. 

Realizando diversas rotações e fazendo valer a eficácia no lançamento de dois pontos com 75% (nove dos doze jogadores participaram no primeiro quarto), a turma de Laso acabou o primeiro período com 11 pontos de vantagem, e com um parcial de 19-8 em seis minutos (33-22, min. 10). 

Os visitantes mostraram-se adultos
Mas os comandados por Maldonado não se intimidaram e demonstraram porque estavam impartíveis. Com uma mistura de juventude e experiência no seu quinteto, continuaram a dar luta num jogo eléctrico. Causaram muitos estragos ao Madrid, a correr e a marcar, sobretudo de três pontos, onde deram um recital com outros cinco triplos, quatro deles consecutivos (Mallet, Kirksay com dois e Suárez). Nocioni respondia pelo Madrid. 

Um parcial de 0-11 dava-lhes a liderança no marcador com 40-43 aos 17'. O Madrid, sem controlar os ressaltos dependia muito do lançamento exterior que começou a aparecer antes do intervalo com a entrada de Llull. O seu triplo sobre a buzina igualava o encontro (50-51, min. 20).  

Ayón foi o jogador mais valorizado do jogo com 20 pontos. 

O jogou subiu um pouco de intensidade defensivamente, no terceiro período. A disposição dos jogadores em campo posta em prática por a Penya, ofereceu várias situações de vantagem numérica aos postes, que foram aproveitadas por Miralles e Savané para continuar a liderar (54-59, min. 25).

Mas o Madrid, sem estar inspirado no ataque, vestiu a pele de guerreiro. Nem as decisões arbitrais fizeram perder a concentração. Com Llull, Rivers, Maciulis, Nocioni e Ayón em campo a demonstrar toda a coragem, os brancos igualaram o choque num período com poucos pontos marcados (64-66, min. 30). No entanto a turma de Maldonado retomou a inspiração ofensiva, e pela mão de Vidal, entraram no último período com um parcial de 3-13, que colocava o Madrid numa situação delicada, com 67-76 aos 35’.

Rivers mudou o rumo do jogo e Reyes sentenciou  
O melhor estava para vir. As coisas não corriam bem, e o Real Madrid apelou ao seu espírito combativo e dominou na defesa. Deixaram a pele em campo, e o Palácio assistiu a um grande espectáculo, e respondeu sendo o sexto homem. Bom, o sétimo, porque a aparição de Rivers foi determinante. O extremo norte americano assinou uma grande exibição com cinco triplos concretizados neste período, e colocou a sua equipa na luta do resultado, liderando um parcial de 21-5 em apenas quatro minutos (88-81, min. 39). 

Mas a Penya empatou o jogo a 88, quando faltavam nove segundos para jogar. Quem melhor do que Reyes, num dia especial, para marcar o cesto decisivo após passe de Lull e conseguir a vitória (90-88, min. 40).

Ficha técnica
REAL MADRID  90 (33+17+14+26): Campazzo (0), Carroll (6), Maciulis (4), Reyes (11) e Ayón (18) --cinco inicial--; Rudy (7), Llull (10), Sergio Rodríguez (10), Bourousis (2), Rivers (15), Mejri (0) e Nocioni (7).
FIATC JOVENTUT  88 (22+29+15+22): Mallet (9), Vidal (5), Kirksay (15), Suton (8) e Savané (13).--cinco inicial--; Barrera (5), Suárez (10), Hannah (8), Miralles (15) e Ventura (0).

23

Segundo base

6

Extremo-poste

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