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Real Madrid - Bauru

91-79: Vencedores da Taça Intercontinental!!

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CRÓNICA | 27/09/2015 | Edu Bueno (Sao Paulo) | FOTÓGRAFO: Víctor Carretero

O Real Madrid conquista uma mão cheia de troféus num ano histórico após ganhar o segundo jogo ao Bauru Basket por 11 pontos. Llull, MVP.
  • Taça Intercontinental
  • Segundo jogo
  • 27/09/2015
Ginásio Iberapuera
91
79
O Real Madrid necessitava ganhar por um ponto o segundo jogo, e fê-lo por 12 para se proclamar vencedor da Taça Intercontinental pela quinta vez na sua história, e alcancar um feito inédito no basquetebol continental para um campeão da Europa: ganhar os cinco títulos mais importantes num ano: a mão cheia com Euroliga, Liga, Taça do Rei, Supertaça Endesa e Taça Intercontinental. Os brancos, diminuídos pelas baixas de Rudy e Taylor, sobrepuseram-se a um bom adversário, e à rigorosa expulsão de Sergio Rodríguez, liderados pelo MVP Llul (21 pontos) e pelos 22 pontos de Carroll, 17 de Thompkins e 15 ressaltos de Ayón.

O Madrid entrou pressionaste desde o primeiro minuto, com grande concentração defensiva e sem conceder os tiros exteriores da sexta-feira passada. Cedo deu frutos e aos 5’ ganhava 12-0. Nem rasto do Bauru Basket totalmente bloqueado pela intensidade branca, que teve de recorrer ao base Fischer e a Hettsheimer para começar a marcar (15-11, min. 8). Os triplos de Carroll (10 pontos) e a entrada de Nocioni (7) mantinham os brancas na liderança do marcador no final do primeiro período (24-15).

Déjà vu
Com o campeão da Europa a mandar no marcador, chegou outra vez a reacção dos da casa. Lembrou os minutos finais do primeiro encontro. Uma confluência de factores: os brasileiros a marcarem de fora (dois triplos de Fischer) e de dentro (8 pontos de Mineiro), decisões dos árbitros díspares que culminaram com uma falta técnica ao banco e duas posteriores a Sergio Rodríguez que lhe custaram a expulsão (min. 15) e a pressão de um Ginásio Ibirapuera cheio, provocaram a quebra de um Real Madrid, que viu a vantagem neutralizada com 29-29 no marcador a meio do segundo período.

Llull e Carroll sufocam a rebelião do Barau
Os comandados por Laso tinham aprendido com os erros e não caíram na armadilha do adversário. Começou a brilhar o carácter de Llull (11 pontos) e Carroll (17) dando um empurrão ao Madrid. Ambos, juntamente com uma melhoria na defesa, propiciaram um parcial de 12-4 para ganhar nova vantagem antes do intervalo, e acabarem com a inércia negativa que se tinha instalado no jogo (49-40, min. 20).

É o terceiro MVP do ano para Llull depois da final da Liga Endesa e da Supertaça. 

Ao Madrid não restava outra opção senão adaptar-se à disparidade dos critérios dos árbitros. Não perdeu a cabeça e o terceiro período foi uma autêntica luta física e mental com diferenças mínimas no marcador. Reyes e Ayón realizaram um grande trabalho na zona restritiva frente às tentativas de Fischer e Hettsheimer, enquanto que Llull e um sensacional Thompkins (7 pontos em dois minutos) impediram que o adversário se adiantasse no marcador (66-57, min. 30).

A sede do campeão 
Dez minutos faltavam para conseguir a mão cheia de troféus. O Madrid não queria deixar escapar a oportunidade única e realizou um impressionante último período com um Ayón imperial nos ressaltos (15 dos 40 da equipa). O Bauru Baket tentou mas melhor versão defensiva dos brancos não deixou nenhuma opção. Llull (21 pontos), Thompkins a brilhar nos lançamentos longos (17 pontos com dois triplos decisivos) e Carroll (22), fizeram claudicar o vencedor da Liga das Américas  (91-79, min. 40).

Ficha técnica:
REAL MADRID 91 (24+25+17+25):
Llull (21), Maciulis (-), Carroll (22), Reyes (4) e Ayón (5) --cinco inicial--; Nocioni (9), Sergio Rodríguez (5), Doncic (4), Maciulis (17) e Hernangómez (4.
BAURU BASKET 79 (15+25+17+22): Fischer (26), Álex García (14), Jefferson (-), Hettsheimer (17) e Day (3) --cinco inicial--; Boracini (2), Gui (-), Mineiro (8) e Meindl (9).

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