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Real Madrid - Olympiacos

À conquista da Nona

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Notícia | 17/05/2015 | Edu Bueno

O Madrid, que disputa a final da Euroliga pelo terceiro ano seguido, discute o título com o Olympiacos (19:00 horas portuguesas).
O Real Madrid terá hoje pela frente um momento único e o também o mais aguardado. No Palácio, apoiado por milhares de adeptos, e na final da Euroliga, a formação orientada por Pablo Laso tem a possibilidade de conquistar a Taça dos Campeões Europeus, a Nona para o clube com maior número de títulos nesta competição. O seu adversário é o mesmo que derrotou há 20 anos em Saragoça quando conquistou a Oitava e o que lhe tirou a possibilidade de se sagrar campeão europeu em Londres 2013: o Olympiacos.

Os brancos voltaram a ocupar o lugar que lhes corresponde por razões históricas e vão disputar a terceira final consecutiva depois de Londres e Milão (não acontecia desde 76 com Ferrándiz). Para os comandados de Sfairopoulos será igualmente a terceira presença mas em quatro anos, com dois títulos ganhos pelo meio (2012 e 2013). Nas últimas quatro temporadas, uma destas duas equipas esteve sempre na final.

Tudo empatado
O equilíbrio é de tal ordem que até os 32 confrontos que protagonizaram ao longo da história estão divididos em partes iguais. O último confronto sorriu aos brancos, por 83-69 no quinto jogo dos playoff do ano passado. Mas tal como disse Laso na antevisão da partida, “cada jogo é diferente. Não penso muito no passado mas sim em olhar para diante". 

O Real Madrid é a equipa que disputou mais finais da Taça dos Campeões Europeus: 17.

Falar do Olympiacos é fazer referência ao expoente máximo do quer significa jogar com o coração. Uma equipa com um carácter especial e uma entrega sem limites, que nunca se rende. Nunca parte como grande candidato mas está sempre nas decisões.

Spanoulis
O seu percurso até Madrid é o fiel reflexo da matéria de que é feita a equipa grega, tendo eliminado o Barcelona no playoff e o CSKA de Moscovo numa meia-final que resume o seu ADN: defesa nos limites, paciência, Printezis e, sobretudo, Spanoulis. Ao três vezes MVP bastou um período (11 pontos) para afastar nas meias-finais o maior orçamento da competição, depois de na primeira parte ter registado 0/11 nos lançamentos.

À terceira é de vez
A sua meia-final contra o Fernabahçe, que esmagou após um segundo período sublime, deve servir de aviso quanto às intenções do Madrid. A final joga-se na sua cidade e em sua casa, constituindo a oportunidade para conquistar o ceptro. A sua principal marca é a força do colectivo. Frente aos turcos, foram Ayón, Nocioni e Rivers, três contratações desta época, mas certamente que hoje Rudy Fernández, Sergio Rodríguez, Llull, Reyes e companhia terão muito para dizer.

Exigência
Se for assim, nenhum adversário conseguirá fazer-lhe frente. Nem sequer a melhor defesa da Euroliga, como é a do Olympiacos, liderada pelo músculo de Dunston e Hunter debaixo das tabelas, que exigirá o máximo em termos físicos e mentais. Mas estão preparados, este é o seu momento. A Nona aguarda-os.

CONVOCATÓRIA
Bases: Sergio Rodríguez, Llull e Campazzo.
Segundos-bases: Carroll.
Extremos: Rudy Fernández, Maciulis e Rivers.
Extremos-postes: Reyes, Ayón e Nocioni.
Postes: Bourousis, Mejri e Slaughter.

23

Base-escolta

5

Extremo

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