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Real Madrid - Atlético de Madrid

4-1: O Real Madrid conquista "A Décima" em Lisboa

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CRÓNICA | 24/05/2014 | Alberto Navarro (Lisboa)

Derrotou o Atlético numa final que teve prolongamento graças ao golo de Ramos aos 93', e foi decidida com os golos de Bale, Marcelo e Cristiano Ronaldo.
  • Champions
  • Final
  • Sáb, 24 Mai
Estádio do Sport Lisboa e Benfica
4
1
O Real Madrid é o rei da Europa. Passaram-se 12 anos, mas a espera valeu a pena. Os brancos levantaram a Décima em direcção ao céu de Lisboa depois de um jogo vibrante, físico, sem tréguas e que foi decidido no prolongamento. Se Ancelotti sonhava com um jogo parecido ao de Munique, já sabe que por vezes a realidade supera a ficção, e como resposta obteve uma entrega imensa dos seus jogadores. A equipa mereceu nota excelente pela exibição e os adeptos, nas bancadas, não ficaram atrás.

Os madridistas tiveram a posse de bola e o rival a sorte na primeira metade. Demasiada para o que fez sobre o relvado nos primeiros 45 minutos. De facto, e até à jogada confusa que terminou no golo de Godín, os brancos dispuseram de claras ocasiões.

Oportunidades
A primeira foi de Cristiano Ronaldo. A falta cobrada pelo português aos 28' acabou nas mãos de Courtois. Quatro minutos mais tarde Bale protagonizou a chance mais clara, mas o remate da marca de pénalti depois de uma corrida de 30 metros não deu golo.

O Real Madrid merecia o golo, mas foi o Atlético a marcar. Na sequência de um corte da defesa madridista na marcação de um canto, a bola chegou a Juanfran, que de cabeça e em zona frontal colocou de novo o esférico na área. Godín que estava próximo da marca de pénalti, penteou a bola e surpreendeu Casillas. O inesperado acontecia, mas ainda faltavam 45 minutos e o espírito de luta permanecia até à exaustão, algo implícito neste clube é a força para recuperar.

APOIADOS PELOS ADEPTOS, OS BRANCOS ENTRARAM COM TUDO NA SEGUNDA PARTE. 

Com o incentivo de "Sí se puede!", os adeptos receberam a equipa depois do intervalo. O Real Madrid foi para o ataque na procura do empate, e o primeiro remate enquadrado com a baliza foi seu. Cristiano Ronaldo marcou uma falta aos 54' e Courtois defendeu para canto. Ancelotti jogou tudo por tudo quatro minutos mais tarde, e fez entrar Marcelo e Isco para os lugares de Coentrão e Khedira. Mais pendor ofensivo.

Assédio total
As ocasiões sucediam-se para os madridistas. Ramos subiu no terreno aos 62' e centrou, Cristiano Ronaldo penteou a bola e Benzema no segundo poste não chegou por centímetros. Cinco minutos depois Isco recebeu em zona frontal, mas o remate foi para fora. O assédio era já total. O Real Madrid atacava e atacava, e o Atlético limitava-se a sacudir a pressão como podia.

Bale, depois de combinar com Cristiano Ronaldo em frente da área, tentou aos 72', mas o remate foi mal direccionado. Três minutos mais tarde Di María marcou a falta, Varane tocou de cabeça e o português não acertou na baliza. Os brancos já mereciam pelo menos empatar, e conseguiram-no num momento psicologicamente importante. É assim esta equipa. Não se dá por vencida até ao fim. Kuipers tinha dado cinco minutos de descontos de tempo e quando faltavam apenas dois para terminar o jogo, Modric marcou o canto e Ramos, imperial como em Munique, bateu Courtois de cabeça. Foi a salvação.

Um prolongamento para recordar
O êxtase para os aficionados brancos chegou no prolongamento. Depois de uns primeiros quinze minutos onde apenas se assistiram a algumas tentativas, na segunda parte do prolongamento foi escrito um dos momentos mais épicos da história do clube. Três golos que vão ficar para sempre guardados na memória dos madridistas, numa simbiose perfeita com os adeptos. Morata recuperou a bola no centro do terreno de jogo, e passou a Di María que fintou dois adversários e disparou. Na recarga à defesa de Courtois, Bale introduziu a bola na baliza com a cabeça aos 110'.

Já se tinha conseguido o mais complicado, e os brancos terminaram com o jogo com o golo de Marcelo, da entrada da área aos 118', e com o pénalti sobre Cristiano Ronaldo que o mesmo transformou aos 120', para concluir com chave de ouro uma Champions League com 17 golos marcados. Algo inédito até à data. Parabéns campeões! A Décima já é uma realidade.

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