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Laboral Kutxa - Real Madrid

74-90: O Real Madrid derrota o Laboral Kutxa com sete triplos de Llull

CRÓNICA | 15/02/2014 | Edu Bueno

O líder prossegue a sua marcha triunfal na Liga depois de ganhar em Vitória, naquela que foi a décima vitória fora de casa e com recitais do natural de Menorca (autor de 27 pontos) e de Rudy Fernández (17 pontos).
  • Liga Endesa
  • Jornada 19
  • Sáb, 15 Fev
Fernando Buesa Arena
74
90
O Real Madrid continua intratável. Em Vitória, somou o décimo triunfo fora de casa, o 19º no total, que o mantém invicto na Liga. Com um festival de lançamentos triplos (encestou 13) e uma grande defesa no terceiro período, os brancos levaram a melhor sobre o Laboral Kutxa, num encontro em que sobressaiu um espectacular Llull (27 pontos, sete triplos – o seu melhor registo – e 26 de valorização), bem secundado por Rudy Fernández (17 pontos e 20 de valorização). A equipa orientada por Pablo Laso fecha, assim, de forma perfeita uma semana exigente, depois da conquista da Taça do Rei.

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Pouco após o começo da partida, Llull deu os primeiros sinais de que o Real Madrid estava com a pontaria afinada para lá do perímetro. O natural de Menorca meteu três triplos consecutivos que, juntamente com os quatro pontos de Darden, deram a primeira vantagem no marcador aos brancos (7-13, min. 5). Depois, no entanto, instalou-se alguma anarquia nas duas equipas, com os ataques a sobreporem-se às defesas. A inspiração madridista para lá dos 6,75, com cinco triplos, os 11 pontos de Llull e os 7 de Rudy Fernández e o grande trabalho no ressalto defensivo (não permitiu que o adversário ganhasse nenhum), levavam a melhor sobre o trabalho competente do quarteto composto por Jelinek, San Emeterio, Nocioni e Pleiss (21-26, min. 10).



No segundo período, os homens de Laso mostraram ansiedade para darem o golpe definitivo nos donos da casa e isso causou precipitações no jogo ofensivo. Com Causer, os de Scariolo melhoraram e nos primeiros cinco minutos deste segundo quarto obtiveram um parcial de 9-0 que lhes permitiu empatar a partida a 30 (min. 15).

Laso apostou então em três bases: Draper e os Sergios. A intensidade da equipa aumentou consideravelmente no jogo exterior, pressionando o perímetro adversário, enquanto, no ataque, o incrível Llull voltou à carga com mais dois triplos (17 pontos e cinco triplos ao intervalo). O Madrid viveu os seus melhores minutos com a ligação Sergio Rodríguez-Mejri e respondeu à formação de Vitória com um parcial de 0-10, coroado com um afundanço violento do poste tunisino na cara de Nocioni. Atingia-se então a maior diferença do encontro, favorável ao Real Madrid (32-40, min.19). Empurrados por San Emetrio (11 pontos), os donos da casa impediram que o Madrid fosse para intervalo com uma vantagem mais dilatada (37-42, min.20).

A dupla Llull/Rudy desfez o Baskonia no terceiro acto 

Mas os brancos não se detiveram no terceiro período e ao recital de triplos somaram um maior acerto defensivo, não dando hipóteses ao Laboral Kutxa. Os donos da casa mostraram-se incapazes para superar um Madrid muito forte no ressalto e que não concedeu segundas bolas. Nocioni recorria a soluções à margem das regras na tentativa de tirar do jogo Mirotic, por essa altura já transformado em dono e senhor da zona restritiva, fruto de dez ressaltos. Llull e um fora de série como Rudy encarregaram-se de aumentar o desnível no marcador com mais três triplos (44-60, min.27). A dupla falta técnica e expulsão de Sergio Scariolo em nada alteraram a dinâmica de um Real Madrid que no final deste período não permitiu ao adversário mais de 13 pontos, ao mesmo tempo que estabelecia a maior vantagem a seu favor: 18 pontos à maior (50-68, min. 30).

Com a 19ª vitória madridista praticamente garantida, o Laboral Kutxa recorreu ao seu espírito guerreiro. Diop deu maior presença à sua equipa na área restritiva atacante e Nocioni deu tudo o que tinha, mas nem assim conseguiram ultrapassar a excelente defesa branca, que nunca permitiu que os donos da casa reentrassem no jogo. Os pontos de Sergio Rodríguez e Mejri no derradeiro período garantiram outro grande êxito para os homens de Laso. Mas faltava ainda a cereja no topo do bolo, que chegaria por intermédio de Llull, que ao marcar o sétimo triplo estabelecia um novo recorde pessoal esta temporada (74-90, min.40).

23

Base-escolta

5

Extremo

50

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