"Raimundo Saporta era um gênio e transmitia o espírito do Real Madrid”

A Fundação Real Madrid reuniu em uma nova edição do Fórum Luis de Carlos lendas da história do basquete para recordar o legado de uma figura chave no desenvolvimento deste esporte.

"Raimundo Saporta era um gênio e transmitia o espírito do Real Madrid”
NOTÍCIARepórter Fotográfico: David S. Bustamante

A sala de imprensa do estádio Santiago Bernabéu recebeu uma nova edição do Fórum Luis de Carlos, organizado pela Fundação Real Madrid, que nesta ocasião homenageou a figura de Raimundo Saporta. O evento serviu para reconhecer a importância de um dos grandes impulsionadores do basquete espanhol e europeu, cuja visão e capacidade de gestão foram decisivas para o crescimento da seção de basquete do Real Madrid e para a evolução deste esporte em âmbito nacional e internacional.

Considerado uma das personalidades mais influentes na história do basquete, Raimundo Saporta desempenhou um papel fundamental na construção de alguns dos maiores sucessos do Real Madrid. Para recordar seu legado, o Fórum reuniu quatro lendas do basquete madridista: Juan Antonio Corbalán, Lolo Sainz, Cristóbal Rodríguez e Fernando Romay. O encontro foi moderado pelo jornalista da Realmadrid TV Antonio Esteva.

Ao longo do evento, os participantes compartilharam memórias, experiências e reflexões sobre a dimensão humana e esportiva de Saporta, assim como sobre sua influência na história do Real Madrid e do basquete espanhol.

Juan Antonio Corbalán, jogador do Real Madrid de 1970 a 1988, lembrou a figura de Raimundo Saporta: "Para nós, foi uma pessoa fundamental. Era muito próximo dos jogadores e das famílias. Recebeu o legado de Santiago Bernabéu e teve grande repercussão no esporte espanhol em geral. Sua grande capacidade era estar presente em qualquer lugar e a qualquer momento. Foi uma pessoa boa para todos e, sobretudo, para o Real Madrid".

Lolo Sainz, jogador do Real Madrid entre 1960 e 1968 e posteriormente treinador de nossa equipe durante 14 temporadas, destacou: "Foi um homem que estava à frente de seu tempo. Era disciplinado, rigoroso, amável e transmitia o que era o espírito do Real Madrid. Era um gênio no basquete e construiu ao seu redor uma excelente equipe de dirigentes. Queria que a equipe fosse uma família e sempre nos dizia que tínhamos que ser humildes e lutar todos os dias. Junto com Bernabéu, nos fizeram jogar como vencedores. Foi como um pai para mim no que diz respeito ao basquete”.

Cristóbal Rodríguez, jogador do Real Madrid de 1965 a 1979, destacou: "Saporta conseguiu dar ao basquete tanto protagonismo no clube trabalhando muito e sabendo que tínhamos que estar no topo ou ser campeões. Ele fez tudo o que podia para que sempre fôssemos competitivos. Era um vencedor e nos ensinou a ser assim. Deu conselhos aos jovens quando chegávamos à equipe sobre como deveríamos nos comportar. Queremos agradecer a todos por esta grande homenagem”.

Fernando Romay, jogador do Real Madrid entre 1976 e 1993, explicou o que Saporta significou para ele: "Ele era tudo para nós. Eu adorava a clareza que ele tinha. Ele tinha um respeito e uma educação incríveis e se tornou um exemplo para todos. Se adaptava a qualquer circunstância e adoraria ver como estão o clube e a Cidade Real Madrid atualmente. Se a filosofia do Real Madrid era Dom Santiago Bernabéu, Dom Raimundo era o livro onde todos líamos a filosofia do Madrid”.

O legado de Raimundo Saporta
O debate permitiu revisar alguns dos marcos que marcaram a trajetória de Raimundo Saporta. Os palestrantes concordaram em destacar sua capacidade de antecipar os tempos, seu compromisso com o crescimento do basquete e sua contribuição decisiva para consolidar o Real Madrid como uma das grandes referências internacionais deste esporte.

 

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