Mourinho: "Diante da dificuldade, esta equipe reage e vence"
"Há partidas que parecem encerradas e que não estão, nas quais temos três, quatro, cinco oportunidades para matar e não matamos", disse nosso treinador.
José Mourinho compareceu perante os meios de comunicação na sala de imprensa do estádio Martínez Valero após a vitória do Real Madrid contra o Elche: "O problema me parece óbvio. É mais difícil saber por quê, mas é fácil entender que há partidas que parecem encerradas e que, no final, não estão. Partidas nas quais temos três, quatro, cinco oportunidades para matar e não matamos. Depois de não fazer isso, parece que passamos da facilidade, porque estava fácil, para não controlar. Parece que entramos em uma dinâmica de 'ok, não marcamos, não encerramos com o três ou quatro a zero, mas está encerrado'. Me parece como quando tudo parece fácil e você deixa as coisas acontecerem".
"Esse tipo de estádio espanhol, cheio e com uma torcida fantástica, no jogo contra o Real Madrid vai até o final. Um gol e o jogo está aberto. O bom é que, diante da dificuldade e da pressão de perder pontos, a equipe reage e vence, que no final é o mais importante. Uma coisa boa também é que nas partidas do Real Madrid ninguém se aborrece porque são muito divertidas".
Carlos Espí
"Ele está indo bem, está dando uma contribuição importante para a equipe. É um garoto com grande motivação, que tem à frente um jogador que não é um jogador comum. Jogar com os dois juntos não é fácil, porque depois não temos jogadores de lado que sejam típicos de um 4-4-2 e a equipe perde o equilíbrio. Com as mudanças que fiz no final, arrisco tudo. Ganhamos, podia ter perdido, mas tem que fazer isso porque o empate não serve".
Diomande
"Está crescendo. Fisicamente já se vê que tem minutos nas pernas. O entendimento com seus companheiros também cresce. O passe que Valverde faz para ele no segundo gol, talvez ele não fizesse há um mês. Agora o conhecimento aumenta. Muito boa capacidade de trabalho e inteligência. Não é fácil jogar noventa minutos com um cartão amarelo. Ele se controlou muito bem e fez um grande trabalho para a equipe. Estou contente".
Preocupam os gols sofridos?
"Não pensando no jogo de domingo, mas em cada partida. Eu gosto muito que minha equipe marque gols. Gosto muito de marcar sempre, com exceção contra o Betis, mas marcar quatro, marcar três... É algo que eu gosto muito. Mas gosto de controlar os jogos, não gosto de entregar o controle. Não se trata de gols, trata-se de entregar o controle das partidas, porque às vezes podem fazer um gol fora de contexto. Mas eles, quando fizeram seus gols, entregamos o controle do jogo. O treinador do Elche jogou bem. Anselmi fez mudanças que modificaram sua estrutura. Podia ter perdido de quatro ou cinco. Não teve medo, teve coragem e complicou nossa vida. Depois, nós temos banco com muitas soluções e em dez minutos tivemos aproximações muito perigosas à área. Marcamos, vencemos, três pontos e nada mais".
Desconexão dos jogadores
"Não tem explicação. A única que encontro é uma partida, entre aspas, fácil. Não se faz, não se encerra a partida, não se fazem três, quatro ou cinco gols. Depois, você relaxa e entrega o controle. Pode ser que interprete mal as facilidades com as quais cria. Pode interpretá-las mal. Você está em campo, tem uma oportunidade, tem outra, mais uma. Pode pensar: 'Isto está fácil'. E não está fácil. Eles fazem um gol e a vida muda".
Arda Güler é imprescindível?
"Não, ele não é imprescindível. Ninguém é imprescindível. Quando fiz as duas primeiras mudanças, as de Bellingham e Brahim, fiz exatamente porque estávamos perdendo o controle. É o momento em que estamos perdendo o controle. Vini fez um trabalho muito bom na organização defensiva, se posicionou sempre muito bem. Depois estava cansado. E Arda Güler, que hoje jogou nesta posição, que se pode chamar de '10', mas no final a posição é todo o campo, também estava baixando sua intensidade. Quando coloco Bellingham ali, descansado, e Brahim, também descansado, faço essas mudanças com 2-0, mas já percebendo que estávamos perdendo o controle. De fato, eles chegam ao 2-2 e depois vamos com a artilharia pesada e nos salvamos".
Tchouameni e Valverde
"Quando a equipe esteve bem, eles estiveram muito bem. Saímos da pressão com facilidade e eles trabalham bem a pressão, se organizam bem na pressão alta. Nós saímos sempre com muita qualidade. Mas depois nosso jogo tem duas caras, neste caso três caras: uma com o 2-0, outra com o 2-2 e outra de ou matamos ou morremos. É um jogo de três caras. Mas enquanto nós controlamos e enquanto o resultado podia estar em três ou quatro, Tchouameni e Valverde fizeram um trabalho muito bom ali".
Que reação os jogadores precisam?
"Precisam descansar. Amanhã é folga. Eu não falo nada no vestiário, praticamente nada. Amanhã folga e na quinta estamos ali. Se jogarmos mal do 1' ao 90', a preocupação é gigante. Quando temos períodos de alta, com altíssima qualidade e tantas oportunidades de gol, e depois temos um período não proativo, passivo, de expectativa, de baixar a intensidade, obviamente preocupa. Mas vencemos e crédito para eles".
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