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Arbeloa: "Não conseguimos entregar o que esse jogo pedia"

"Para vencer uma partida dessas, é preciso fazer tudo muito bem durante os 90 minutos", completou o treinador.

Arbeloa: "Não conseguimos entregar o que esse jogo pedia"
NOTÍCIAEdu BuenoRepórter Fotográfico: Antonio Villalba (Lisboa)

Álvaro Arbeloa compareceu à sala de imprensa do estádio do Benfica após a partida válida pela oitava rodada da Champions League. O treinador afirmou: "Não me arrependo de nenhuma mensagem, porque é exatamente isso que penso. Se a leitura for de que o jogo de hoje foi assim porque os dois da frente não correram o suficiente, eu discordo totalmente."

"Hoje, claramente, ficamos longe do que queríamos apresentar. Do nível de dificuldade do jogo, da exigência do adversário, do ambiente, do que estava em jogo para eles e para nós. Não conseguimos manter, durante os 90 minutos, o nível que a partida exigia. Antes mesmo de vir aqui, sabíamos que ainda havia muito a trabalhar e a evoluir, e seguimos conscientes de que ainda temos um longo caminho pela frente. Para vencer uma partida dessas, é preciso fazer tudo muito bem durante os 90 minutos."

O gol sofrido no fim foi a situação mais estranha que você já viveu em um campo de futebol?
"Não é a primeira vez que levo um gol de um goleiro. Era claro que eles precisariam arriscar. Nós estávamos com dois jogadores a menos e também precisávamos marcar para ficar entre os oito primeiros. Eles assumiram o risco, nós também, e no fim das contas eles levaram a melhor."

O jogo do Benfica e o abraço final com Mourinho
"Não me surpreendeu em nada. Ontem mesmo, aqui nesta sala e nas entrevistas que dei, já tinha dito que o nível de exigência da partida seria muito alto. Eu conhecia perfeitamente o adversário, o ambiente que encontraríamos e o treinador que estaria do outro lado. Avisei os jogadores, mas, claramente, não consegui transmitir em campo aquilo que eu esperava deles. Quando as coisas não funcionam, quando o time fica longe do nível que apresentamos, por exemplo, contra o Villarreal, a responsabilidade é sempre minha. Não consegui fazer com que a equipe encarasse o jogo da forma que eu queria. Quanto ao outro assunto, isso fica entre o José e eu."

Que autocrítica você faz desse balanço em 15 dias?
"Eu acabei de dizer isso, não sei se você me ouviu. Sou o responsável por essa derrota, assim como fui em Albacete. Não sei se você esteve nas duas coletivas, mas eu disse isso lá e repito agora: quando as coisas não dão certo e o objetivo não é alcançado, a responsabilidade é totalmente minha. Não fomos eliminados da Champions League. Ainda temos dois jogos pela frente e vamos encará-los com o objetivo claro de avançar para a próxima fase."

Você apostou em Cestero e não colocou Ceballos, por exemplo. Aconteceu algo ou foi decisão técnica?
"Foi uma decisão técnica. Precisávamos mexer porque não queríamos que acontecesse o que acabou acontecendo com o Raúl. Muitos jogadores estavam pendurados: ÁlvaroDean e o próprio Raúl. A ideia era proteger o time, porque sabíamos que, em algum momento, poderíamos ser superados em uma transição e precisar fazer falta para parar o contra-ataque, correndo o risco de expulsão. No fim, o Raúl acabou recebendo o cartão, e por isso as mudanças aconteceram dessa forma. Quanto ao Jorge, confio plenamente nele, sei do jogador que é, e pelo contexto da partida ele nos ajudava muito. Foi isso. Foram decisões totalmente técnicas."

Você acha que faltou intensidade ao time?
"Faltaram muitas coisas. Foi um jogo de Champions League, no nível que essa competição exige, contra um adversário que sabíamos que jogava a vida, precisava vencer, atuava diante da sua torcida e que não só foi intenso, mas também defendeu bem e atacou bem. Da nossa parte, como eu já disse antes, não dá para apontar um único motivo. Faltaram vários aspectos do jogo. Também nos faltaram argumentos futebolísticos para conquistar os três pontos, vencer a partida e superar o Benfica hoje."