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Ancelotti: “Para atingir as meias-finais temos de sofrer, competir e lutar”

“Não entraremos relaxados, são os quartos-de-final da Champions e nós e os adeptos sabemos que será um jogo difícil', declarou o treinador.
Ancelotti: “Para atingir as meias-finais temos de sofrer, competir e lutar”
NOTÍCIAAlberto Navarro
Carlo Ancelotti respondeu às perguntas dos meios de comunicação na conferência de Imprensa telemática, um dia antes do Real Madrid-Chelsea, correspondente à segunda mão dos quartos-de-final da Champions 20:00 h portuguesa. O treinador referiu: “Toda gente sabe muito bem que será um jogo difícil. Nós e os adeptos sabemos disso. São os quartos-de-final da Champions e é um jogo muito difícil, apesar do que se passou na primeira volta. Temos de fazer um jogo completo, sofrendo, competindo e lutando. Teremos de estar focados os 90 minutos”.

'Tenho um plantel muito habituado a este tipo de jogos e que sabe o que se passou e o que se pode vir a passar. Não entraremos relaxados e o estado de espírito de hoje é o de um plantel feliz por disputar este jogo, porque se trata de uma grande oportunidade para atingirmos as meias-finais da Champions. Vamos defrontar um adversário muito forte e pelo qual temos muito respeito'.

A preparação
“Depois veremos quem joga. Gostaríamos de fazer o mesmo jogo e com a mesma abordagem da primeira mão, mas estamos à espera de um rival que vai ter de dar tudo neste jogo para inverter a eliminatória. Sabemos que eles vão mudar algumas coisas, porque outras não lhes saíram bem e temos de estar preparados para tudo. O Chelsea tem muita qualidade e jogadores muito bons. Temos a certeza de que jogarão melhor do que na primeira volta e teremos de estar preparados'.

A capacidade de competir da equipa
“Ninguém pode dizer que vai ganhar a Champions porque é uma prova muito complicada. Chegar à final e ganhá-la é muito difícil. Pode-se competir, mas nem todos são bem sucedidos. Já ando neste mundo há muito tempo e sei da qualidade que é exigida para disputar esta competição. A experiência e a personalidade dos jogadores tem um papel muito importante. Sabemos que iremos sofrer e estamos preparados para isso'.

As declarações de Tuchel na antevisão
“Cada qual tem a sua opinião e creio que vem aqui para tentar ultrapassar a eliminatória. Sabe muito bem que vai ser complicado, mas vão tentar. É esse o espírito do futebol e das equipas grandes e fortes que nunca se rendem'.
Elogios a Benzema
'Representa aquilo que deve ser um avançado centro moderno. No passado, um avançado centro era o que rematava o que acontecia dentro da área. O Karim é aquilo que o futebol moderno exige a um avançado. Não só rematar e marcar, mas também ajudar a equipa no trabalho defensivo. É a representação perfeita do que tem de ser um avançado hoje em dia. Há dois avançados que se destacam esta temporada: Vini Jr. y Benzema. Dizer-se que estamos dependentes de Benzema é verdade e estamos muito felizes por isso'.

O papel de Casemiro
“Acumulou experiência e personalidade nos últimos tempos e continua a ser uma peça muito importante para este clube. Também o irá ser no futuro, porque há muito poucos jogadores no mundo com a sua experiência e capacidade de actuar nessa posição'.

O seu futuro
“O meu contrato é muito longo e não penso para além disso. Se o clube está feliz eu estou feliz, e se o clube não está, então agradeço o tempo que passei aqui. Tenho plena confiança num bom final de temporada e acredito que posso continuar a ser feliz'.

A saída do Everton
“Com o Everton trabalhei muito bem, mas chegou a chamada do Real Madrid. Posso aceitar que alguém não tenha gostado no Everton, só que era muito dificil dizer não ao Real Madrid. Posso dizer não a todas as equipas, menos ao Real Madrid. É o único a quem não posso dizer que não'.

Treinar a selecção italiana?
“Tive essa oportunidade em 2018, pensei e tive de ser honesto. Gosto do trabalho do dia a dia e não apenas dos jogos. Tinha um treinador que dizia que o trabalho do treinador é o mais bonito quando não há jogos, mas a verdade é que os jogos trazem a emoção e a felicidade de estar, por exemplo, no banco nuns quartos-de-final da Champions. Também sentimos preocupação e sofrimento. Não gosto de trabalhar três vezes por ano e até não mudar o chip do dia a dia, não treinarei qualquer selecção. A experiência do Mundial foi fantástica quando a vivi em 1994 com a equipa nacional e irei parar quando não sentir a motivação do dia a dia”.