81-74: CampeƵes da Liga!

O Real Madrid, com o MVP Tavares em destaque, conquista o título pela 36ª vez na história, ao ganhar 1-3 ao Barça na final.
81-74: CampeƵes da Liga!
CRƓNICAEdu BuenoRepórter FotogrĆ”fico: VĆ­ctor Carretero
O Real Madrid sagrou-se campeĆ£o da Liga, ao vencer o BarƧa no quarto jogo e colocar um definitivo 1-3 na final em que nĆ£o beneficiou do factor casa. Numa temporada carregada de adversidades, os nossos jogadores conquistaram a 36.ĀŖ Liga da história do clube e o segundo trofĆ©u da Ć©poca, depois da SupertaƧa de Espanha. O WiZink Center, emoldurado por adeptos incrĆ­veis, voltou a revelar-se decisivo no apoio a uma equipa que fez um Ćŗltimo grande esforƧo para se impor num jogo muito equilibrado e no qual Tavares foi responsĆ”vel por marcar a diferenƧa, graƧas a nĆŗmeros impressionantes: 41 de valorização em 30 minutos, sendo designado MVP da final. Grande desempenho tambĆ©m de Causeur e de Chus Mateo, e da respectiva equipa tĆ©cnica, num triunfo com dedicatória especial para Pablo Laso. O treinador continua a agigantar um palmarĆ©s lendĆ”rio: 22 tĆ­tulos em 11 temporadas.
 
Com o PalĆ”cio lotado, como se exigia nesta final, o Real Madrid comenƧou por ganhar o primeiro perĆ­odo. Foram dez minutos de pouco acerto, mas durante os quais os nossos jogadores estiveram sempre na frente, graƧas a um 7-0 inicial, uma defesa sem fissuras e uma superioridade nos ressaltos ofensivos, lucrando mais no ataque do que na defesa 7-6 com um colossal Tavares 8 pontos sem falhas, 4 ressaltos e 21 de valorização. O BarƧa, melhor nos triplos, procurava resistir Ć  arrancada madridista 13-10.
 
Altos e baixos
Fundamental esteve a inspiração de Llull e Rudy, num inĆ­cio de segundo perĆ­odo que foi liderado atravĆ©s de um espectacular parcial de 11-0 em 3 minutos, com 6 pontos do capitĆ£o, inluindo um 2+1 da equipa, e outros 5 do poste para se chegar com +14 aos 13 minutos 24-10. A entrada de Exum e a condução de jogo de Jokubaitis fizeram melhorar o ataque azulgrana, que Ć  custa de triplos 5 e da recuperação de ressaltos, voltaram a meter-se na discussĆ£o do encontro neste segundo quarto. Os nossos, que passaram por uma pequena quebra de energia, cometeram alguns erros precipitados e baixaram a percentagem de acerto, recorreram a um Tavares dominante na zona para chegarem na frente ao intervalo 34-33.
 
No reatamento, o Madrid recuperou a intensidade que parecia ter sido arebatada pela BarƧa. Voltou a concentração nas acƧƵes defensivas e melhorou a eficĆ”cia no ressalto. Causeur, com as suas penetraƧƵes, e Tavares, um gigante debaixo de ambas as tabelas que chegava aos 19 pontos e 30 de valorização, garantiram uma vantagem de 7 pontos 50-43, ao minuto 27. Foi dado ao poste o merecido descanso e os azulgranas, com Calathes eficaz no lanƧamento de trĆŖs pontos e nos lances livres, passaram para o comando do marcador pela primeira vez no jogo, decorria o minuto 30. Situação que durou apenas atĆ© Ć  jogada seguinte. Poirier remediou as coisas antes do final do terceiro perĆ­odo 57-56.
 
O PalƔcio rendido a uma grande equipa
Dez minuos separavam o Madrid do tĆ­tulo. Mas com o BarƧa no melhor momento da final, o PalĆ”cio aumentou a pressĆ£o e empurrou a equipa, tendo esta feito o resto. Surgiram as jogadas decisivas nestes playoffs: Hanga, primeiro, Deck, depois e, a concluir, um Causeur a marcar a diferenƧa em 6 pontos seguidos nos dois Ćŗltimos minutos, numa fase em que o rival comeƧava a nĆ£o ter opƧƵes. Com um grupo apoiado na figura de Tavares, coube a este deixar marca profunda num jogo em que criou uma obra prima: 25 pontos, 13 ressaltos 41 de valorização ao cabo de 30 minutos, a apenas dois dĆ­gitos da sua melhor actuação como madridista. Um 2+1 e um ressalto ofensivo mostraram a subida de rendimento de Causeur no sentenciar de um tĆ­tulo merecido 81-74. Com nota 10 para os adeptos, o 19 de Junho serĆ” outra data que o madridismo jamais esquecerĆ”. HĆ” nove anos, ganhou neste mesmo dia a 31ĀŖ Liga  e hĆ” quatro a 34ĀŖ. Agora, juntou a elas a 36ĀŖ.