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Real Madrid - La Bruixa D'Or Manresa

111-63: O Real Madrid brindou o Palácio com um triunfo estelar

CRÓNICA | 10/11/2013 | Edu Bueno

O líder deu uma lição magistral de jogo colectivo e com Mirotic imparável (28 pontos, 10 ressaltos e 38 de valorização) derrotou o La Bruixa d’Or num dos melhores jogos da época. Felipe Reyes marcou antes do intervalo um dos cestos do ano.
  • Liga Endesa
  • 5
  • Dom, 10 Nov 10/11/2013
Palácio dos Desportos
111
63
O Real Madrid ganhou ao La Bruixa d’Or com a facilidade que já demonstrou na presente época e continua líder invicto da Liga Endesa com cinco vitórias. Os brancos obtiveram o triunfo mais desnivelado desde 1989, exibindo um nível impressionante no jogo de equipa. 

Mirotic (28 pontos, 10 ressaltos e 38 de valorização) comandou um ataque que marcou 88 pontos em três períodos e chegou aos 111. Felipe Reyes marcou um dos cestos da temporada com um triplo de costas a faltarem 0,4 décimas de segundo para o intervalo. O real Madrid soma 25 vitórias consecutivas frente aos de Manresa.

Sem concessões
Com a novidade Mejri no quinteto inicial, os de Laso entraram no jogo sem concessões e impondo um ritmo de jogo muito elevado. Em três minutos já tinham marcado 10 pontos contra dois do adversário (10-2, min. 2). A clarividência de ideias no ataque, tanto em transição como estático, permitiu-lhes dominar o primeiro período marcado pelo trio Llull-Mirotic-Mejri.

O base, com três roubos de bola, foi o artíficie para que o Real Madrid pudesse correr, enquanto a dupla interior, com Mirotic em plano estelar (10 pontos e cinco ressaltos) e Mejri a jogar os melhores minutos desde que chegou e anulando o jovem e talentoso Larson, encarregou-se do resto para fechar o primeiro período com 9 pontos de vantagem apesar da resistência de Waters com 10 pontos (25-16, min. 10).

A troca operada por Laso no segundo período, com Sergio Rodríguez, Carroll e Díez por fora e Reyes e Slaughter na zona restritiva, possibilitou o disparo definitivo da equipa branca, que deu o golpe de misericórdia com um parcial de 29-12 a um Bruixa d’Or que nunca foi uma real ameaça para os locais. 

Foi a melhor actuação ofensiva do Real Madrid nos últimos cinco anos e a segunda melhor deste século. 

O Chacho geriu a seu gosto o tempo de jogo e liderou com Carroll o ataque (10 e nove pontos respectivamente). Na defesa, a pressão dos interiores do Real Madrid, com menção especial para Slaughter pelo enorme trabalho debaixo dos cestos com seis ressaltos, foram um obstáculo insuperável para os de Borja Comenge, que viram as esperanças de vitória esfumarem-se antes do intervalo.

O melhor estava para vir. O ponto final a uma grande primeira parte foi colocado pelo capitão a faltarem quatro décimas para o final com um triplo inverosímil de costas com as duas mãos depois de uma reposição de Slaughter desde o seu cesto que levantou todo o Palácio (54-28, min. 20).

A vantagem continuou a aumentar
A força deste Real Madrid foi comprovado uma vez mais com a entrada no terceiro período dos únicos jogadores que ainda não tinham entrado. Draper e Bourousis não só mantiveram o mesmo nível dos seus companheiros como com eles a equipa continuou a aumentar uma vantagem que era já escandalosa.

Mirotic, com 28 pontos, e Llull, com 14, foram os executantes de um brilhante jogo colectivo branco, cujo ataque alcançou os 70 pontos em 25 minutos (70-35) e que marcou 34 pontos neste período para fechar outro demolidor parcial de 34-19 (88-47, min. 30). Os últimos dez minutos foram uma formalidade e serviram para que o Real Madrid superasse pela segunda vez esta época a barreira dos cem pontos.

Mirotic chegou aos 38 de valorização e saiu ovacionado do Palácio. Os 12 jogadores do conjunto treinado por Laso marcaram. O Real Madrid repartiu 27 assistências e assinou 19 recuperações de bola com uma valorização de 157. O jogo terminou com um dos maiores resultados brancos dos últimos anos (111-63, min. 40).

Ficha técnica
Real Madrid 111 (25+29+34+23):
Llull (14), Rudy (9), Darden (4), Mirotic (28) e Mejri (6) --cinco inicial--; Reyes (5), Carroll (14), Draper (3), Slaughter (4), Sergio Rodríguez (15), Bourousis (6) e Díez (3).

La Bruixa D’Or 63 (16+12+19+16): Waters (17), Hernández (5), Kouguere (9) Arteaga (4) e Larsen (8) --cinco inicial--; Eriksson (10), Giannopoulos (0), Asselin (2), Creus (6) e  Kody (2).

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